segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cinco Princípios de uma Vida de Oração

 

Base Bíblica: Sl 139

Dentre muitas marcas da jornada cristã, podemos entender que todo/a cristão/a deve cultivar em sua vida a marca da oração.

intercessão

Através de uma poderosa oração de fé, o universo se coloca à disposição daquele/a que clamar. “Tudo o que ligares na terra, será ligada no céu” (Mt 16.19) nos mostra que o Universo, através da Palavra de Cristo e da oração de um justo, está pronto para explodir em louvor e adoração à Deus e, assim, demonstrar os sinais visíveis da invisível graça de Deus num mundo carente de salvação. Lembrem-se sempre de uma frase largamente conhecida nas igrejas: “Muita oração muito poder; pouca oração, pouco poder”.

chave

O Salmo 139 esta colocado no grupo de salmos de instrução. Neste grupo, os salmos geralmente tratam de temas como a história do povo de Deus (cf. 105,106), liturgia e celebração (cf. 15,95), revelações proféticas (cf. 14,50,52,75) e do poder da Palavra Criadora de Deus. Na verdade, o salmo que acabamos de ler, nos mostra o Poder da Palavra de Deus e, além disso, nos ensina que somente podemos receber esta Palavra em nossas vidas, através de alguns princípios demonstrados através da oração.

Quero compartilhar nesta noite, cinco princípios de uma vida de oração vitoriosa e que nos garante o acesso ao Poder da Palavra de Deus em nossas, vidas, famílias, igreja e cidade.

O primeiro princípio é:

sonda-me

1. Sonda-me: 1-5

Sondar significa analisar profundamente, conhecer o desconhecido. Ao oramos neste sentido, estamos realizando uma verdadeira e genuína oração pautada pela sinceridade e pela humildade. Perceber que Deus sonda as nossas vidas é tão maravilhoso, pois percebemos, por exemplo, que as Sondas são naves espaciais não-tripuladas, utilizadas para a exploração remota de outros planetas, satélites, asteróides ou cometas. Ou, Deus vai além do que somos ou temos, para nos abençoar, além disso, em muitos casos quando estamos doentes, são utilizadas sondas tanto para drenar algo ruim quanto para nos alimentar, ou seja, Deus trabalha em nós no sentido de nos libertar e fortificar de um modo intenso e maravilhoso, limpa, restaura, fortaleça e cura!

O segundo princípio é:

2. Quebranta-me: 6-10vaso quebrado

Quebrantamento significa literalmente quebrar, abater, ultrapassar, fazer dobrar, ou, podemos entender de um modo amplo e simples: Quebrantamento é sinônimo de entrega.

O quebrantar-se diante de Deus deveria ser um modo de vida levado a sério por cada cristão. Quando oramos clamando por quebrantamento, ou na verdade, quando permitimos que o verdadeiro quebrantamento brote com uma expressão sincera de um encontro com Deus, entendemos o quão dependentes devemos ser deste Deus e, percebemos o quanto o orgulho humano é a raiz de muitos males que afetam nosso coração - a escravidão ao pecado, os vícios, o egoísmo, a culpa, o medo, a hipocrisia e tantos outros. Só poderemos alcançar a vitória sobre eles se deixarmos Deus lidar com o nosso orgulho. E essa experiência acontece a partir de um genuíno quebrantamento.

O terceiro princípio é:

3. Transforma-me: 11-12

vaso transformado

Sabemos que transformar significa mudar, alterar, creio que também entendemos que ser transformado pela Palavra de Deus é sinônimo de conversão. Quando oramos, transforma-nos Senhor, estamos dizendo, converte-nos a Ti para que vivamos. É um clamor para que saiamos das trevas, da escuridão, do afastamento, do distanciamento. Transformar é também passar por uma metamorfose. Lembram-se de como são originadas as borboletas? É tempo de sairmos dos casulos, dos condicionamentos, das prisões, e sermos transformados pela Palavra viva de nosso Deus!

O quarto princípio é:

4. Enche-me: 13-16enche-me

De um modo maravilhoso o salmista nos mostra que desde o momento da gestação, já fazemos parte do plano divino. Deus se importa conosco. Neste sentido, este princípio nos mostra como nossas vidas são limitadas e, como precisamos pedir que Deus nos encha com a sua própria vida para que vivamos. Podemos notar no mundo que vivemos, sem dúvida, uma completa sensação de vazio. Precisamos ser cheios de Deus, do Espírito Santo. Precisamos ter vida natural e também vida espiritual. Deus nos conhece deste quando éramos embriões, e, agora muito mais, Ele quer nos encher como Seu próprio Espírito Santo, que está disponível a nós.

Meus irmãos e minhas irmãs, só pode ser cheio algo que está vazio: o que tem preenchido sua vida?

O quinto princípio é:

5. Usa-me: 17-18usa-me II

Após todos estes momentos, percebemos o auge do amor de Deus. Ele quer nos usar. Ele quer nos enviar em missão ao mundo. “Os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos pensamentos” (Is 55.8). Somente quando aceitamos o desafio da missão é que somos completos. O cristão/a cheio é aquele que se deixa ser instrumento de Deus. Permita que o Senhor usa a sua vida, do seu cheio especial. Ninguém pode fazer o que você faz! Você é único, especial!

 

Finalmente, meusa-meus irmãos e minhas irmãs, percebemos que o salmista encerra o salmo reafirmando sua oração diante de Deus (vs.23-24), nos mostrando, que nossa vida deve ser um completa, sincera e autentica expressão de louvor, adoração, humildade e confiança na ação de um Deus que sabe de todas as coisas e, sempre faz o melhor em nós, por nós e através de nós.

Permita que o Senhor te conduza e guie ao melhor. Receba e transmita a benção. Em nome de Jesus. AMÉM!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

NATAL... Tempo de Recebermos o Pão da Vida

 

Base Bíblica: Lc 2.1-7

Durante um período conhecido como a Grande Depressão na década de trinta, após a quebra da bolsa de Nova, a situação financeira do mundo ficou muito complicada.

Empresas fecharam, muitas pessoas perderam o emprego e tudo ficou muito difícil. Certo dia, cartazes de propaganda em toda a cidade anunciaram que estava vindo um circo. Um menino de uma família que enfrentava grandes dificuldades por conta da crise financeira queria assistir ao show, mas, seu pai disse que ele teria que trabalhar para conseguir o dinheiro. O menino nunca havia visto um circo antes, e por isso trabalhou arduamente e pôde comprar o ingresso.

No dia em que o circo chegou, o menino foi ver os atores e os animais, num desfile que fizeram pela cidade. Ao observá-lo, um palhaço veio dançando em sua direção, e o menino colocou o seu ingresso nas mãos do palhaço. Então ficou parado na calçada e aplaudia enquanto o resto do desfile passava.

O menino correu para casa a fim de contar a seus pais o que havia visto e como o circo o circo era algo emocionante. Seu pai o ouviu, então tomou seu filho nos braços e disse: “Filho, você ainda não viu o circo. Tudo que você viu foi o desfile”.

Meus irmãos e minhas irmãs: Essa história é uma parábola de Natal. Neste tempo podemos perceber que muitas pessoas ficam entusiasmadas com as festividades, mas perdem o evento principal. Durante essa época, vamos lembrar o que aconteceu no humilde estábulo de Belém, e o que significa o nascimento de Cristo para nós.

Ao longo de sua vida e ministério, por diversas vezes Jesus anunciou que Ele era o pão vivo do céu dado por Deus para a salvação de todo aquele/a que crer. Interessante é o fato de que Jesus nasceu em Belém, por conta do recenseamento promovido pelo imperador César Augusto.

Interessante, é o fato de que o imperador buscava ter a quantidade exata de pessoas no Império por causa dos impostos, e, nosso, Deus utilizou esta artimanha do imperador para revelar mais uma das grandiosas revelações acerca do nascimento de Cristo.

Jesus nasceu foi Belém. Por conta deste recenseamento, muitas pessoas viram de muitas partes e, como esta era uma pequena cidade, já não havia mais nenhuma hospedaria que poderia recebê-los. Assim, depois de tentar porta-a-porta, e, quando as dores de parto tornaram-se muito intensas, José e Maria buscaram refúgio num estábulo, e, quando Jesus nasceu, imediatamente foi colocado numa manjedoura. O que podemos entender de tudo isso?

manjedoura

O nome Belém significa “Casa do Pão”. O pão da vida, Jesus Cristo, nasceu na casa do Pão. Interessante ainda, é que, este alimento espiritual, foi colocado numa manjedoura, que é um nome bonito dado ao coxo, local em que se coloca a comida dos animais nas fazendas.

Meus irmãos e minhas irmãs, desde o início Jesus dava mostra de sua obra de alimentar todo/a aquele/a que estivesse com fome. Nascer em Belém, muito mais do que cumprir com uma ordenança do império era uma tipologia da obra de Cristo sobre a face da terra, ou seja, renovar a vida, e ser o mantenedor da existência tanto dos seres humanos como da criação de uma maneira geral.

Enquanto nos preparamos para uma intensa celebração de Natal, afinal, estamos no Advento, que é um tempo de espera, de priorizar e de recebermos vida (fim da esterilidade), podemos afirmar ainda que, o Natal é o tempo de nos alimentarmos do Pão da Vida! – Este é o evento principal desta época do ano.

Não se deixe levar pelo consumismo, pelo individualismo: muito mais do que dar presentes, dê carinho, seja amparo e apoio aos necessitados, demonstre amor e compreensão para com aqueles/as que precisam, enfim, seja instrumento de bênção nas mãos do Senhor.

Quais são as conseqüências de nos alimentarmos do Pão Vivo nascido em Belém?

1) NUNCA MAIS TEREMOS FOME E SEDE: João 6.33-35

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Este pão vivo alimenta e farta a nossa alma. Preenche o vazio existencial gerado no interior do ser humano desde o pecado de Adão de Eva. Se o pecado entrou na história humana pelo fato de Adão e Eva terem se alimentado com o fruto proibido no Jardim do Éden, a libertação vem até nós através de um alimento que é básico em todas as partes do mundo: o pão!

Alimente-se do pão vivo nesta noite: deixe-O preencher sua vida. Este pão é tão precioso que contém tudo o que necessário para se viver, ou seja, a promessa é esta: aquele que comer deste pão nunca mais terá fome!!!

2) SALVAÇÃO: João 6.48-51

Não há outro caminho, não há outra forma de se obter a salvação. Jesus Cristo, o pão vivo é o responsável pela nossa salvação. Interessante que isto é o diferencial entre o cristianismo e todas as outras religiões, ou seja, enquanto todas elas são marcadas pelo esforço humano em obter a salvação e os bens terrenos, o cristianismo é marcado pelo esvaziamento do seu Deus, que, assumindo a forma humana, passa a viver de forma solidária com os seus filhos e filhas: isto é o caminho da salvação, um caminho vivenciado e demonstrado na prática pelo próprio Senhor!

“Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hebreus 2.17-18).

3) RESSURREIÇÃO: João 6.53-57

Nova Jerusalem

Esta é a esperança final para todos/as. A promessa da ressurreição é a promessa da vitória final sobre todo tipo de manifestação do mal: dor, fome, tristeza, diferenciação social. A promessa da ressurreição mostra-nos que a morte não é uma fatalidade, que não é ela quem diz a última palavra sobre o ser humano, mas, proporciona a possibilidade da construção de um futuro diferenciado e aberto de tal modo que, somos convidados a vivenciarmos o futuro de Deus. Jamais se esqueçam: O Melhor de Deus ainda está por vir!!!

A promessa da ressurreição torna-nos participantes do ato criador de Deus de renovar a criação e criar novos céus e nova terra, é o fim da história e do sofrimento humano e o surgimento da nova criação em Deus.

ARVORE DE NATALMeus queridos e queridas: Jesus é o evento principal do Natal. Apesar da variedade gastronômica deste período (perus, fiesta – chester, panetones...) o alimento mais maravilhoso e transformador que podemos receber é o pão da vida!

Não se deixe levar pelas luzes brilhantes da cidade e das vitrines. Deixe, sim, a verdadeira luz brilhar em seu coração e enche-lo de paz, alegria e perdão.

Seja saciado em sua fome existencial, aceite a salvação e receba a promessa da ressurreição através do Pão Vivo, Jesus Cristo, O Reio dos reis e Senhor dos senhores!!!