segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Parábola de Jotão: Discernimento e Visão do Reino Sobre as Eleições


Base Bíblica: Juízes 9.6-15

Q
UERO compartilhar uma breve reflexão sobre um texto muito estudado e que nos orienta de forma intensa sobre um processo de escolha. Creio que nosso Deus separou um tempo para nos auxiliar enquanto igreja e nação, neste importante contexto que vivemos: As Eleições. Por tudo o que nós, enquanto nação já vivenciamos, em muitas pessoas existe uma total depreciação sobre política. Já vimos muitos desmandos, corrupção..., enfim, a primeira imagem que vem à nossa mente quando falamos o termo – Política – sempre é negativo.

    Mas, por isso vamos deixar de participar de forma autentica deste processo que envolve o nosso povo? – Será que ainda pensamos que nós enquanto cristãos não podemos nos envolver com a política?

      Essa semana ouvi uma frase que marcou meu coração:

“Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar ” (Charles Spurgeon)

    Evidentemente, hoje, Deus e o nosso país esperam de nós uma posição diferenciada. Se somos sal da terra e luz do mundo, devemos sim, ver, julgar e agir de maneira muito clara, e, sempre, pautados, baseados na Palavra de Deus.
   
   Neste texto que acabamos de ler, podemos perceber alguns princípios que nos guiarão para que façamos a melhor escolha, não de um/a candidato/a, mas, do futuro que pretendemos construir para o nosso país, e, consequentemente, para nós, nossos filhos e filhas, enfim, para comunidade de maneira geral.
   Gideão foi um homem grandemente usado por Deus. Conduziu o povo de Israel em seus conflitos contra os midianitas. Através da liderança de Gideão, o povo de Israel alcançou a vitória sobre este povo. No final de sua luta, o povo quis entronizar Gideão como seu rei. Ele  não aceitou, lhes ensinando que  Deus é quem deveria governar sobre eles (Jz 8.23).
   Contudo, após sua morte, um de seus filhos, com uma visão diferente, passou a buscar o poder. Abimeleque tinha o carisma para conquistar o povo, mas, não tinha visão de Deus. Assassinou todos os seus irmãos, com exceção, do mais novo, Jotão, que conseguiu se esconder. Este, por sua vez, ao saber que fora confirmado Abimeleque como rei, proferiu a Parábola das Árvores, e, desta história, podemos extrair várias lições para as nossas vidas.

Cada uma destas árvores são símbolos espirituais de grade valor para o desenvolvimento de nossa fé e de nossa caminhada diante do Senhor:

A Oliveira: Simboliza a manifestação da unção de Deus em nossas vidas. Entre muitos significados, representa a própria ação do Espírito Santo em nossas vidas, uma vez que pode ser relacionado à ela, a atribuição de luminosidade, higiene, alimento (as azeitonas) e a cura para muitos males. As folhas da oliveira simbolizam a paz.

A oliveira fala dos privilégios e das bênçãos pactuais de Israel (Rm 11:17-25). É corretamente chamada o primeiro “rei” das árvores, porque, por manter-se sempre verde, fala da duradoura aliança que Deus fez com Abraão, antes mesmo de Israel se formar. Na parábola de Jotão, a oliveira é caracterizada por sua gordura e, quando usada, tanto Deus como o homem são honrados (Êx 27:20,21; Lv 2:1). Os privilégios dos israelitas (sua gordura) são encontrados em Romanos 3:2 e 9:4,5. Nenhuma outra nação foi tão abençoada quanto Israel.


 A Figueira: Simboliza o povo de Israel propriamente dito, como podemos perceber em textos como Jr 24.3-7; Os 9.10; Gn 3.7; Mt 24.32-33.
   
   A figueira, famosa por sua doçura, era também altamente apreciada. Seu fruto era muito consumido, e seus ramos frondosos forneciam um excelente abrigo (1 Sm 25:18). Adão e Eva usaram folhas de figueira para cobrir a sua nudez (Gn 3:6,7). Os figos são os primeiros frutos mencionados na Bíblia.

A Videira: Simboliza na interpretação bíblica, a Igreja. Demonstra o plano de ação de Deus, restaurando a humanidade através do sangue de Jesus. Também podemos perceber a união visível do corpo de Cristo, através dos cachos de uvas. (Cf. Jo 15.1-7)

  A videira era igualmente estimada por causa dos seus imensos cachos de uva, que produziam o vinho — grande fonte de riqueza na Palestina (Nm 13:23). O “vinho, que alegra Deus e os homens”. Sentar-se debaixo da própria videira era uma expressão proverbial que denotava paz e prosperidade (Mq 4:4).

O Espinheiro: Simboliza a maldade e a iniquidade sempre presentes na vida humana. Aqui podemos ver que fica muito evidenciado algumas questões como a mentira, o engano, a vaidade, a soberba e a ganância (o espinheiro não pode dar sombra). Além disso, os agricultores da antiguidade temiam grandemente o fogo nos espinheiros, já que estes espalhavam rapidamente o fogo de forma incontrolável e causava muita destruição. (Cf. Gn 3.18)

 O Cedro: Simboliza a força para a construção de algo significativo. Também representa a própria eternidade. Muitos estudiosos defendem que os Cedros tipificam a Obra do Senhor, por ser uma árvore gigantesca, com um tronco reto, de madeira de lei, que chega a 30 m de altura por 5 m de diâmetro. Por isso, fica ainda mais esclarecida a grande pretensão do espinheiro, podendo até mesmo relacioná-lo com a queda de Lúcifer (Cf. Is 14.5-23).

Diante do que foi exposto, creio que é tempo de nos cuidarmos. Que fique frisado em nossos corações e mentes que nosso voto representa nosso posicionamento diante do contexto que vivemos.

Aprofundando esta perspectiva, podemos entender que o voto, neste tempo simboliza nossa consciência cristã diante da nação e do governo democrático e, por consequência, diante de Deus. Assim, é tempo de honramos o nosso Senhor com um voto consciente e cidadão.

Além disso, fiquemos atentos, uma vez que não votamos somente nas pessoas, mas, na ideologia partidária. Pelo sistema de quociente eleitoral, nem sempre, o candidato que escolhemos será eleito, mas, podemos ajudar a eleger nomes que jamais votaríamos.

Se você já escolheu seus candidatos/as pesquise o passado. Pesquise se existe uma coerência moral, a ficha limpa, a que grupos este/a está relacionado; além do fundo eleitoral, quais outras fontes de financiamento da campanha, se as ideias defendidas por este/a estão em harmonia com os princípios bíblicos.

F
inalmente entendo que é tempo de orarmos e agirmos. Não podemos deixar a direção de Deus neste importante processo que está diante de nós. O pastor Martin Luther King disse uma vez: O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.

As árvores boas (Oliveira, Figueira e a Videira) que agradavam a Deus e aos homens rejeitaram o chamado para governar. Resignaram-se em aceitar o governo do Espinheiro. Não ofereceram resistência alguma. Eximiram-se de suas responsabilidades.

O espinheiro é uma planta seca e rasteira. Não produz frutos nem sombra. Sufoca as árvores, mata sementes, incendeia facilmente e destrói as plantas em sua volta. Infelizmente, aquelas árvores só aprenderam a lição quando o Espinheiro já estava no poder e se recusava entregar o reinado.

Se aplicarmos isso ao nosso país, perceberemos que o Espinheiro ainda está reinando. Quem reclama sai ferido (Ditadura Homossexual contra o princípio da Família). Quem ousa ser contrário recebe vários termos pejorativos, tais como: preconceituoso, homofóbico, fundamentalista e outros.
Muitos justificam a corrupção, a mentira, a impunidade, a roubalheira, a insegurança e inversão de valores como apenas um mal-feito. Um mal necessário. Para estes os fins justificam os meios.
Nossos dias se assemelham aos dias de Jotão, embora a fábula do Espinheiro tenha chamado a atenção de todos, os homens que elegeram Siquém não refletiram e nem se arrependeram da má escolha. Os ouvintes das palavras de Jotão ainda toleraram o reinado de Abimeleque por mais três anos.
Mais tarde, pela incapacidade das árvores em tomar boas decisões, Deus decide intervir e fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito, como também o mal dos homens de Siquém. A maldição de Jotão, filho de Gideão, veio sobre eles (Jz 9.56-57). O Espinheiro destruiu a si mesmo e todos a sua volta.
Se as boas árvores não fizerem a escolha certa, o Brasil permanecerá governado pela tirania do Espinheiro. Então somente nos restará aguardar o juízo divino.
Com efeito, quando os bons se omitem, sobram espaços para que os maus mostrem suas atividades. A atividade de um espinheiro não é outra senão a de abrigar insetos e ferir o homem. Para nada mais serve. Não adianta ficarmos alegres com o símbolo da oliveira, da figueira e da videira e nos calarmos, nos silenciarmos. O mal sempre se instala quando há a ausência do bem. “Se nos calarmos, as pedras clamarão”.
"O mal sempre está de sobreaviso, pois a Verdade e a Justiça são ameaça permanente ao seu poder, sempre alicerçado na mentira e na injustiça"