sexta-feira, 7 de junho de 2019


“ASSIM QUE LUTO MINHAS GUERRAS...”

Nos últimos dias tenho pensando um pouco sobre este tema e, confesso que isso tem me alertado insistentemente sobre a direção que tenho dado para a minha vida, família e ministério. Erwin Raphael Mcmanus em seu Livro “A Última Flecha” afirma que:

“Você pode estar fazendo coisas hoje das quais precisava ter desistido ontem. Nada pode haver de pior que vencer uma batalha que você nunca deveria ter lutado”

Jamais poderíamos nos contentar com a mesmice, com a repetição de forma geral, com a mediocridade, mas, ser mediano-medíocre muitas vezes nos conduz à um tempo ou momento de segurança, conforto, garantias, responsabilidades e, invariavelmente abdicamos da nossa liberdade!

Tenho medo de que muitas vezes nosso futuro seja apenas e tão somente a extensão do nosso passado. Não podemos nos acomodar com o que Deus pretende fazer em nossas vidas, mas, precisamos nos lembrar e agir de tal modo que fique marcado em nós o fato de nosso Deus realiza o extraordinário através de pessoas simples, comuns, normais!

“A morte é mais universal que a vida; todo mundo morre, mas nem todo mundo vive”
(
Alan Sachs – Doutor em Bio-Medicina)

         Há algo em meu coração que alegra muito: o fato de que nosso Deus planejou cuidadosamente este dia, mesmo quando ele ainda nem mesmo existia, sonhou e preparou este momento para que nós pudéssemos nos achegar mais perto do centro de sua vontade para nossas vidas:

“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”. (Salmo 139.16).

“Pois quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem pode declarar ao homem o que será depois debaixo do sol?”
(Eclesiastes 6.12)

            Por que estamos no mundo? – Nossa vida na terra tem duas características que independem de raça, condição social, cultural ou qualquer outro fator limitador ou condicionante. São duas realidades que marcam a nossa existência sobre a face da terra: NOSSA VIDA É AO MESMO TEMPO ÚNICA e BREVE.

         Todo e qualquer indivíduo tem sua vida dirigida por algo: O que você tem feito com a sua vida? – Qual direção você tem dado a ela? Saiba que seus dias estão passando, bem mais rápido do que você gostaria!

“O homem sem propósitos é como um barco sem leme — um vira-lata, um nada, um ninguém” (Thomas Carlyle)

NOSSO TEMPO NA TERRA é LIMITADO: É evidente que uma das habilidades mais variadas e verdadeiras das pessoas que ao longo dos tempos maximizam sua capacidade, marcaram a sua geração e aperfeiçoaram o seu impacto no mundo é que elas sabiam que batalhas não deveriam lutar! - Este entendimento tem a capacidade de gerar um senso intenso e abençoado de AUTENTICIDADE E OUSADIA.

Como o salmista, que esta seja a nossa oração constante:

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que o nosso coração alcance sabedoria”
(
Salmo 90.12)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Parábola de Jotão: Discernimento e Visão do Reino Sobre as Eleições


Base Bíblica: Juízes 9.6-15

Q
UERO compartilhar uma breve reflexão sobre um texto muito estudado e que nos orienta de forma intensa sobre um processo de escolha. Creio que nosso Deus separou um tempo para nos auxiliar enquanto igreja e nação, neste importante contexto que vivemos: As Eleições. Por tudo o que nós, enquanto nação já vivenciamos, em muitas pessoas existe uma total depreciação sobre política. Já vimos muitos desmandos, corrupção..., enfim, a primeira imagem que vem à nossa mente quando falamos o termo – Política – sempre é negativo.

    Mas, por isso vamos deixar de participar de forma autentica deste processo que envolve o nosso povo? – Será que ainda pensamos que nós enquanto cristãos não podemos nos envolver com a política?

      Essa semana ouvi uma frase que marcou meu coração:

“Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar ” (Charles Spurgeon)

    Evidentemente, hoje, Deus e o nosso país esperam de nós uma posição diferenciada. Se somos sal da terra e luz do mundo, devemos sim, ver, julgar e agir de maneira muito clara, e, sempre, pautados, baseados na Palavra de Deus.
   
   Neste texto que acabamos de ler, podemos perceber alguns princípios que nos guiarão para que façamos a melhor escolha, não de um/a candidato/a, mas, do futuro que pretendemos construir para o nosso país, e, consequentemente, para nós, nossos filhos e filhas, enfim, para comunidade de maneira geral.
   Gideão foi um homem grandemente usado por Deus. Conduziu o povo de Israel em seus conflitos contra os midianitas. Através da liderança de Gideão, o povo de Israel alcançou a vitória sobre este povo. No final de sua luta, o povo quis entronizar Gideão como seu rei. Ele  não aceitou, lhes ensinando que  Deus é quem deveria governar sobre eles (Jz 8.23).
   Contudo, após sua morte, um de seus filhos, com uma visão diferente, passou a buscar o poder. Abimeleque tinha o carisma para conquistar o povo, mas, não tinha visão de Deus. Assassinou todos os seus irmãos, com exceção, do mais novo, Jotão, que conseguiu se esconder. Este, por sua vez, ao saber que fora confirmado Abimeleque como rei, proferiu a Parábola das Árvores, e, desta história, podemos extrair várias lições para as nossas vidas.

Cada uma destas árvores são símbolos espirituais de grade valor para o desenvolvimento de nossa fé e de nossa caminhada diante do Senhor:

A Oliveira: Simboliza a manifestação da unção de Deus em nossas vidas. Entre muitos significados, representa a própria ação do Espírito Santo em nossas vidas, uma vez que pode ser relacionado à ela, a atribuição de luminosidade, higiene, alimento (as azeitonas) e a cura para muitos males. As folhas da oliveira simbolizam a paz.

A oliveira fala dos privilégios e das bênçãos pactuais de Israel (Rm 11:17-25). É corretamente chamada o primeiro “rei” das árvores, porque, por manter-se sempre verde, fala da duradoura aliança que Deus fez com Abraão, antes mesmo de Israel se formar. Na parábola de Jotão, a oliveira é caracterizada por sua gordura e, quando usada, tanto Deus como o homem são honrados (Êx 27:20,21; Lv 2:1). Os privilégios dos israelitas (sua gordura) são encontrados em Romanos 3:2 e 9:4,5. Nenhuma outra nação foi tão abençoada quanto Israel.


 A Figueira: Simboliza o povo de Israel propriamente dito, como podemos perceber em textos como Jr 24.3-7; Os 9.10; Gn 3.7; Mt 24.32-33.
   
   A figueira, famosa por sua doçura, era também altamente apreciada. Seu fruto era muito consumido, e seus ramos frondosos forneciam um excelente abrigo (1 Sm 25:18). Adão e Eva usaram folhas de figueira para cobrir a sua nudez (Gn 3:6,7). Os figos são os primeiros frutos mencionados na Bíblia.

A Videira: Simboliza na interpretação bíblica, a Igreja. Demonstra o plano de ação de Deus, restaurando a humanidade através do sangue de Jesus. Também podemos perceber a união visível do corpo de Cristo, através dos cachos de uvas. (Cf. Jo 15.1-7)

  A videira era igualmente estimada por causa dos seus imensos cachos de uva, que produziam o vinho — grande fonte de riqueza na Palestina (Nm 13:23). O “vinho, que alegra Deus e os homens”. Sentar-se debaixo da própria videira era uma expressão proverbial que denotava paz e prosperidade (Mq 4:4).

O Espinheiro: Simboliza a maldade e a iniquidade sempre presentes na vida humana. Aqui podemos ver que fica muito evidenciado algumas questões como a mentira, o engano, a vaidade, a soberba e a ganância (o espinheiro não pode dar sombra). Além disso, os agricultores da antiguidade temiam grandemente o fogo nos espinheiros, já que estes espalhavam rapidamente o fogo de forma incontrolável e causava muita destruição. (Cf. Gn 3.18)

 O Cedro: Simboliza a força para a construção de algo significativo. Também representa a própria eternidade. Muitos estudiosos defendem que os Cedros tipificam a Obra do Senhor, por ser uma árvore gigantesca, com um tronco reto, de madeira de lei, que chega a 30 m de altura por 5 m de diâmetro. Por isso, fica ainda mais esclarecida a grande pretensão do espinheiro, podendo até mesmo relacioná-lo com a queda de Lúcifer (Cf. Is 14.5-23).

Diante do que foi exposto, creio que é tempo de nos cuidarmos. Que fique frisado em nossos corações e mentes que nosso voto representa nosso posicionamento diante do contexto que vivemos.

Aprofundando esta perspectiva, podemos entender que o voto, neste tempo simboliza nossa consciência cristã diante da nação e do governo democrático e, por consequência, diante de Deus. Assim, é tempo de honramos o nosso Senhor com um voto consciente e cidadão.

Além disso, fiquemos atentos, uma vez que não votamos somente nas pessoas, mas, na ideologia partidária. Pelo sistema de quociente eleitoral, nem sempre, o candidato que escolhemos será eleito, mas, podemos ajudar a eleger nomes que jamais votaríamos.

Se você já escolheu seus candidatos/as pesquise o passado. Pesquise se existe uma coerência moral, a ficha limpa, a que grupos este/a está relacionado; além do fundo eleitoral, quais outras fontes de financiamento da campanha, se as ideias defendidas por este/a estão em harmonia com os princípios bíblicos.

F
inalmente entendo que é tempo de orarmos e agirmos. Não podemos deixar a direção de Deus neste importante processo que está diante de nós. O pastor Martin Luther King disse uma vez: O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.

As árvores boas (Oliveira, Figueira e a Videira) que agradavam a Deus e aos homens rejeitaram o chamado para governar. Resignaram-se em aceitar o governo do Espinheiro. Não ofereceram resistência alguma. Eximiram-se de suas responsabilidades.

O espinheiro é uma planta seca e rasteira. Não produz frutos nem sombra. Sufoca as árvores, mata sementes, incendeia facilmente e destrói as plantas em sua volta. Infelizmente, aquelas árvores só aprenderam a lição quando o Espinheiro já estava no poder e se recusava entregar o reinado.

Se aplicarmos isso ao nosso país, perceberemos que o Espinheiro ainda está reinando. Quem reclama sai ferido (Ditadura Homossexual contra o princípio da Família). Quem ousa ser contrário recebe vários termos pejorativos, tais como: preconceituoso, homofóbico, fundamentalista e outros.
Muitos justificam a corrupção, a mentira, a impunidade, a roubalheira, a insegurança e inversão de valores como apenas um mal-feito. Um mal necessário. Para estes os fins justificam os meios.
Nossos dias se assemelham aos dias de Jotão, embora a fábula do Espinheiro tenha chamado a atenção de todos, os homens que elegeram Siquém não refletiram e nem se arrependeram da má escolha. Os ouvintes das palavras de Jotão ainda toleraram o reinado de Abimeleque por mais três anos.
Mais tarde, pela incapacidade das árvores em tomar boas decisões, Deus decide intervir e fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito, como também o mal dos homens de Siquém. A maldição de Jotão, filho de Gideão, veio sobre eles (Jz 9.56-57). O Espinheiro destruiu a si mesmo e todos a sua volta.
Se as boas árvores não fizerem a escolha certa, o Brasil permanecerá governado pela tirania do Espinheiro. Então somente nos restará aguardar o juízo divino.
Com efeito, quando os bons se omitem, sobram espaços para que os maus mostrem suas atividades. A atividade de um espinheiro não é outra senão a de abrigar insetos e ferir o homem. Para nada mais serve. Não adianta ficarmos alegres com o símbolo da oliveira, da figueira e da videira e nos calarmos, nos silenciarmos. O mal sempre se instala quando há a ausência do bem. “Se nos calarmos, as pedras clamarão”.
"O mal sempre está de sobreaviso, pois a Verdade e a Justiça são ameaça permanente ao seu poder, sempre alicerçado na mentira e na injustiça"